Resenha: Cinderela Pop - Paula Pimenta


Não posso enganar ninguém: Paula Pimenta é uma das minhas autoras favoritas. Ela me conquistou com o primeiro livro de Minha Vida Fora de Série e assim fui lendo os livros dessa autora maravilhosa e, aos poucos me apaixonando por suas obras. Ainda não li todos, mas é o que pretendo fazer.

Cinderela Pop é o segundo livro escrito pela Paula na qual ela "reinventa" a história de uma das clássicas princesas. O primeiro volume é Princesa Adormecida. Cinderela Pop, obviamente, conta uma história baseada na princesa Cinderela. Podemos perceber as semelhanças em diversos aspectos, mas contar aqui seria um spoiler! E, lendo o livro, vocês vão perceber que o título tem tudo a ver com a estória.

Nesta versão estendida do super conto de Paula Pimenta no Livro das Princesas, Cinderela é reinventada. Cintia é uma princesa dos dias atuais: antenada, com opiniões próprias, decidida e adora música! Mas a garota vê seu cotidiano virar de cabeça para baixo depois da separação dos pais: vai morar com a tia, se afasta do pai e, principalmente, deixa de acreditar no amor. Até que um encontro inesperado e revelador a faz rever as próprias escolhas – havia mesmo um belo príncipe em sua história, e tudo que ele mais queria era descongelar o coração da nossa gata (nada) borralheira!

Número de páginas: 156
Autora: Paula Pimenta
Editora: Galera Record
Título original: Cinderela Pop
Classificação: 4/5

O livro conta a história de Cintia, uma menina normal de 17 anos que está em seu último ano no Ensino Médio. Tudo ia muito bem. Ela era feliz com seu pai e sua mãe, que era arqueóloga e por isso, estava acostumada a passar muito tempo longe da filha e do marido. Quando algo terrível - pelo menos para Cintia - acontece e ela ganha uma madrasta cruel, ela decide ir para a casa da sua tia, com quem passa a morar.

Com a mãe longe, Cintia só pode falar com ela pela manhã, no horário da escola, por causa do fuso horário. O primeiro obstáculo que ela enfrenta é a nova proibição sobre o uso de aparelhos eletrônicos no colégio, e que faz ela tomar uma medida drástica: ligar para seu pai.

Ela não acreditava mais no amor. Não o procurava mais, já estava decidida disso e acreditava que o "amor verdadeiro" só existia em contos de fada, livros e filmes de  Hollywood. Mas claro que algo - alguém - a faria mudar de ideia, não é?

A estória é curta, bem leve e flui rápido. Fiz a leitura em menos de um dia. Mas algumas partes poderiam ter sido mais bem desenvolvidas, como o passar do tempo. Parece que se passa muito tempo desde o início até o final da estória, mas isso não é mostrado, parece que simplesmente pulam alguns meses, o que da a entender que a vida de Cintia foi absolutamente igual durante esses dias. Senti falta da conexão com o personagem, de saber o que aconteceu cada dia, o que ela estava sentindo. Se você ler o livro, vai entender sobre o que estou falando (ou não rs).

Às vezes uma pessoa especial pode estar bem na nossa frente e não conseguimos enxergar  pelo fato de ela estar escondida atrás de um disfarce, fingindo ser quem não é...

Eu amei a capa e toda a formação do livro. A editora foi o mais cuidadosa possível com cada um dos detalhes e o resultado final ficou incrível. Cada tweet, mensagem, postagem de um blog tem seu formato e percebemos de cara o que cada um quer dizer. A editora Galera está de parabéns, mais uma vez!

Recomendo esse livro à todos que gostam do gênero (romance), mas talvez não seja agradável àqueles que procuram um pouco de suspense ou 

Autores e pseudônimos


Quem não conhece a J.K. Rowling hoje em dia? Mesmo que não tenha lido nenhum livro, todos sabem que é a autora da famosa saga de Harry Potter. Mas, se perguntar quem é Robert Galbraith, vocês saberiam responder? Acredito que a maioria não sabe mas J.K e Galbraith são a mesma pessoa. Muitos autores usam o recurso chamado pseudônimo para criar uma obra, e, no caso da autora em questão, esse não foi o único criado.

Então que tal descobrir mais autores e suas obras escritas com pseudônimos? É uma curiosidade que tenho e ao pesquisar, descobri alguns. Vamos conferir:


J.K. Rowling

  • Robert Galbraith
"Esperava guardar este segredo durante um tempo, mais porque ser Robert Glabraith tem sido uma experiência libertadora", disse a autora em declarações publicadas no jornal.

J.K. publicou obras do gênero romance policial com o pseudônimo, o qual se diferencia muito de Harry Potter. Foram três livros publicados até agora e no início a autora não havia revelado que era ela, mas com o passar do tempo, suspeitas foram sendo criadas e ela admitiu que era mais um pseudônimo criado. As obras lançadas foram: 


O Chamado do Cuco e O Bicho-da-Seda já foram lançados em português, mas Career of Evil foi lançado somente em inglês por enquanto (mas eu já estou ansiosa para ler). A autora escreveu o gênero muito bem. O suspense envolvido nos livros faz você devorar as páginas do início ao fim. Eu não consegui largar O Bicho-da-Seda por nem um minuto enquanto fazia a leitura.

A leitura fora de ordem não interfere na história (pelo menos nos dois primeiros livros) já que em cada um dos livros conta um caso diferente investigado pelo detetive Cormoran Strike. O final não é nada óbvio como em alguns livros deste gênero, você se surpreende a cada descoberta e, como a escrita é em 3ª pessoa, você tem que esperar Cormoran espôr os fatos para que saiba o que ele descobriu, o que faz com que a leitura seja muito mais dinâmica. Pessoalmente, amei todo o suspense criado em torno de um escritor que desapareceu depois de escrever um livro que expunha seus colegas.

  • Kennilworthy Whisp

É outro pseudônimo usado por J.K, este para escrever livros relacionados ao mundo de Harry Potter, como as obras Os Assombrosos Vagamundos de Wigtown , Um Louco no Ar e Como Evitar Balaços: um estudo de estratégias defensivas em quadribol. 

Minhas citações preferidas






Todos nós, leitores, temos um carinho especial por um livro. talvez o primeiro lido, aquele que foi responsável pelo começo de sua paixão pela leitura, mas na maioria das vezes não temos um livro favorito. Afinal, foram tantos sentimentos experimentados, paixões pelos personagens, que é quase impossível escolher um livro favorito.

Mas, muitas vezes temos frases que nos marcam em cada um dos livros. E uma coisa que me dói é não conseguir reler essas frases. E não, nunca as marcaria no livro. A solução encontrada foi separar um caderno especial para anotar minhas citações prediletas. 

Dica: se estamos muito concentrados na leitura, normalmente não queremos nem largar o livro, não é? Muito menos fechar o livro para anotar alguma coisa em um caderno, mesmo quando encontramos uma citação da qual gostamos. Por isso, durante a leitura, manter um bloquinho ou uma folha de papel por perto para quando você encontrar aquela frase, você não precisar desgrudar da leitura por muito tempo.

Trago nesse post, minhas citações preferidas de alguns livros que li (ou adaptações para filmes). Elas estavam anotadas no meu caderno e resolvi dar a elas um espaço aquii no blog, já que tem tudo a ver com o assunto abordado aqui.

Eleanor & Park

Livro da Rainbow Rowell (acho esse nome incrível rsrs), é um que está repleto de frases que nos fazem sorrir e trazem lembranças boas.

Ele sabe que vou gostar de uma canção antes mesmo de eu tê-la ouvido. Ele ri das minhas piadas antes mesmo que eu chegue ao final. Tem um lugar no peito dele, logo abaixo da garganta, que me faz querer deixá-lo abrir portas para mim. 

Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo.

A Culpa é das Estrelas

       Um Clássico do John Green, não é mesmo? Frases clichês sim, mas nunca perdem seu encanto.

Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra. 

Seria um privilégio ter meu coração partido por você.
Alguns infinitos são maiores que outros. 

 

Alice no País das Maravilhas

Quem não é apaixonado por Alice no País das Maravilhas? Eu sou suspeita para falar o quanto maravilhoso acho o filme e o livro, amo ambos. É um clássico, frases clássicas, fantásticas.

Alice: Quanto tempo dura o eterno?
Coelho: Às vezes apenas um segundo.

Os Instrumentos Mortais

O que falar sobre essas magníficas citações escritas pela Cassandra Clare? Se fosse para definir em uma palavra seria: amor

Acho que ás vezes somos imprudentes com nossos corações do mesmo modo que somos com nossas vidas. Quando nós os oferecemos, damos todos os pedaços. E se não conseguimos o que tanto queremos, como viver?" (Cidade do Fogo Celestial)

Se havia uma coisa que ela estava aprendendo com tudo isso era a facilidade com que é possível perder tudo aquilo que se pensa que é pra sempre" (Cidade dos Ossos)

— Não é isso que significa o amor: Que você deveria estar lá para a outra pessoa ter a quem recorrer, não importa o que seja?
— Às vezes, Clary, somente o amor não basta." (Cidades dos Anjos Caídos)

— Existem cem trilhões de células no corpo humano — falou. — e cada uma das minhas células te ama. Nossas células morrem, e novas células nascem, e minhas células novas te amam mais que as antigas,  e por isso te amo cada dia mais. É ciência. E quando eu morrer e cremarem meu corpo, e  eu virar cinzas que se misturam no ar, parte da terra, das cores e das estrelas, todos que respirarem esse ar ou enxergarem as flores que crescerem do chão ou olharem para as estrelas vão se lembrar de você e amar você porque isso é o quanto te amo." (Cidade do Fogo Celestial)


Love, Rosie (Simplesmente Acontece)



Também tem uma citação favorita? Conhecia alguma das citações do post? Conta aqui nos comentários!